Almir Pazzianotto Pinto
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Foi Ministro do Trabalho no período de 1985 a 1988.
Bacharelou-se em ciências jurídicas pela Universidade Católica de Campinas (SP) em 1960, especializando-se na área trabalhista. Em 1974 elegeu-se deputado estadual pelo estado de São Paulo, na legenda do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido político de oposição ao regime militar vigente no país desde abril de 1964. Foi assessor jurídico do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema, em 1978. Ainda em 1978, Pazzianotto obteve novo mandato na Assembléia Legislativa paulista, conquistando expressiva votação. Com o fim do bipartidarismo (29/11/1979) e a criação de novas agremiações partidárias no país, ingressou em 1980 no Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), que reuniu a grande maioria dos membros do antigo MDB.
Foi Secretário estadual e ministro do Trabalho de Sarney Em novembro de 1982, Pazzianotto voltou a se reeleger deputado estadual. Abriu mão, porém, do mandato parlamentar para assumir, no início de 1983, a Secretaria das Relações do Trabalho do estado de São Paulo no governo do peemedebista Franco Montoro, também eleito em novembro do ano anterior. No início de 1985, o ex-governador mineiro Tancredo Neves, recém-eleito presidente da República pelo PMDB, convidou Pazzianotto para assumir o ministério do Trabalho em seu futuro governo. Em março, poucos dias antes de sua posse, porém, Tancredo foi acometido por súbito problema de saúde que o levou a ser hospitalizado em estado grave, vindo a falecer no mês seguinte. O vice-presidente eleito José Sarney assumiu então a presidência da República e optou por manter o ministério escolhido por Tancredo, com Pazzianotto à frente da pasta do Trabalho. Em setembro de l988 Pazzianotto deixou o Ministério do Trabalho, vindo a ocupar uma vaga de ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST), nomeado pelo presidente Sarney. Em agosto de 1998 assumiu a vice-presidência do TST. Em agosto de 2000, passou a ocupar a presidência do órgão, até aposentar-se em março de 2002. Retornou a São Paulo, onde voltou a atuar como advogado e consultor. Foi Colaborador em publicações especializadas em direito do trabalho, bem como em órgãos do grande imprensa, publicou Central Única: por que não (1980), A velha questão sindical... e outros temas (1995), Negociações: reflexões e críticas (1995) e Direito e Política (2008). Em colaboração com outros autores, escreveu Curso de direito constitucional do trabalho (1991), 21 Anos de regime militar: balanços e perspectivas (1994), e O livro da profecia: o Brasil no terceiro milênio (1997). |
Evento:
- Democratizar o Sistema de Justiça, 22 de junho de 2022